Vigilantes da Saúde no AP anunciam paralisação e indicam greve geral por atraso de salários
O Sindicato dos Vigilantes do Estado do Amapá (Sindiviap) protocolou, nesta terça-feira (13), um indicativo de greve junto à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), informando sobre a possibilidade de paralisação das atividades e deflagração de greve geral dos vigilantes que atuam nas unidades de saúde do Estado.
De acordo com o documento encaminhado à Sesa, os trabalhadores enfrentam atrasos salariais referentes aos meses de novembro e dezembro de 2025, além da falta de pagamento do vale-alimentação. Os vigilantes são vinculados à empresa Patente Empresa de Segurança Eireli-EPP, responsável pela prestação do serviço de vigilância nas unidades da rede estadual de saúde.
O sindicato afirma que os atrasos já ultrapassam dois meses e que a empresa também não estaria cumprindo a convenção coletiva da categoria. Segundo o Sindiviap, diversas tentativas de negociação foram realizadas tanto com a empresa quanto com a Secretaria de Saúde, porém sem sucesso até o momento.
No comunicado, a entidade sindical destaca que os trabalhadores não suportam mais o descaso e o desrespeito com o pagamento de seus direitos. Caso não haja a regularização de, no mínimo, dois meses de salários e dois meses de vale-alimentação até o dia 15 de janeiro de 2026, o sindicato informou que realizará um ato de paralisação das atividades no próprio dia 15, a partir das 9h, nas unidades atendidas.
Além disso, o Sindiviap alertou que, se nenhuma providência for adotada pela Secretaria de Estado da Saúde, será deflagrada uma greve geral por tempo indeterminado a partir do dia 19 de janeiro de 2026, conforme prevê a Lei nº 7.783/79, que regulamenta o direito de greve no Brasil.



