Economia

Escândalo da Amprev ganha repercussão no país em reportagem do Jornal Nacional

O escândalo envolvendo a Amapá Previdência (Amprev) e o investimento de recursos dos servidores públicos no Banco Master ganhou repercussão nacional nesta sexta-feira (5), após ser destaque em reportagem exibida pelo Jornal Nacional, da TV Globo. A matéria tratou da Operação Zona Cinzenta, deflagrada pela Polícia Federal, que apura possíveis irregularidades na aplicação de recursos do regime previdenciário do Amapá.

Segundo a reportagem, a Polícia Federal investiga relações suspeitas entre o Banco Master e fundos de pensão de diversos entes da federação. Além do Amapá, regimes próprios de previdência dos estados do Rio de Janeiro e do Amazonas, assim como 15 municípios, também aplicaram recursos na instituição financeira.

A matéria destaca que, em Macapá, agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão em uma operação que investiga os crimes de gestão temerária e gestão fraudulenta na aplicação de recursos do regime de previdência estadual. De acordo com o Jornal Nacional, a Amprev aplicou cerca de R$ 400 milhões em Letras Financeiras do Banco Master, uma operação considerada de alto risco e sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

A reportagem revelou ainda que o diretor-presidente da Amprev, Jocildo Silva Lemos, e dois conselheiros do Comitê de Investimentos foram alvos das buscas realizadas pela Polícia Federal. Jocildo Lemos foi indicado para o cargo pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil). O senador não foi alvo da operação e, em nota divulgada nacionalmente, afirmou defender a apuração dos fatos “com transparência e respeito ao devido processo legal”.

Ainda conforme o Jornal Nacional, o Governo do Amapá declarou que a Amprev teria sido lesada pelo Banco Master e que já ingressou na Justiça para tentar reaver os valores investidos. O presidente da Amprev, Jocildo Lemos, afirmou que endossa a manifestação do governo estadual.

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