Economia

Cesta básica em Macapá sobe em janeiro e consome mais de 44% do salário mínimo

O custo da cesta básica em Macapá voltou a subir em janeiro de 2026 e alcançou R$ 661,96, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Dieese em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A alta no mês foi de 1,66% em relação a dezembro de 2025, mantendo a capital amapaense entre as mais caras da Região Norte.

Com esse valor, o trabalhador que recebe um salário mínimo de R$ 1.621,00 precisou comprometer 44,15% da renda líquida apenas para a compra dos alimentos básicos. Em termos de jornada, foram necessárias 89 horas e 50 minutos de trabalho para adquirir a cesta em Macapá, índice superior à média nacional, que ficou em 93 horas e 47 minutos considerando as 27 capitais pesquisadas.

Entre os produtos que mais influenciaram o custo na capital do Amapá, o levantamento aponta aumento no preço do pão francês, com variação de 2,77%, enquanto itens como arroz agulhinha e café em pó apresentaram quedas expressivas, de -11,19% e -4,35%, respectivamente. O preço do açúcar permaneceu estável no período.

No ranking nacional, Macapá ocupa posição intermediária, com custo inferior ao de capitais como São Paulo (R$ 854,37), Rio de Janeiro (R$ 817,60) e Cuiabá (R$ 810,82), mas acima de cidades como Porto Velho, Recife e Natal. Entre as capitais do Norte, o valor da cesta em Macapá é maior que o registrado em Manaus (R$ 647,97), Rio Branco (R$ 631,20) e Porto Velho (R$ 601,01).

A pesquisa mostra ainda que, em janeiro, o custo da cesta básica aumentou em 24 das 27 capitais brasileiras, evidenciando pressão generalizada sobre os preços dos alimentos no início de 2026.

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