Economia

Clécio finalmente quebra o silêncio sobre caso Amprev/Banco Master e entrevista termina em confusão

O governador do Amapá, Clécio Luís, finalmente quebrou o silêncio sobre a aplicação de R$ 400 milhões da Amapá Previdência (Amprev) no Banco Master, instituição que entrou em liquidação em novembro do ano passado. Esta foi a primeira manifestação pública do chefe do Executivo desde o colapso do banco.

A declaração ocorreu durante visita ao Conjunto Habitacional Açucena, após questionamento do repórter Ryan Araújo. Ao responder, Clécio demonstrou nervosismo, gaguejou em trechos da fala e elevou o tom ao defender a legalidade do investimento, atualmente investigado pela Polícia Federal.

O governador afirmou que a aplicação foi realizada porque o Banco Master constava na “lista exaustiva” autorizada por órgãos reguladores federais, como o Banco Central do Brasil, e que não houve escolha aleatória. Também sustentou que a Amprev saiu de um patrimônio de R$ 6,4 bilhões para quase R$ 10 bilhões durante sua gestão e que parte dos recursos já começou a ser recomposta.

No entanto, documentos mencionados na investigação indicam que já existiam recomendações técnicas contrárias ao aporte. Segundo a Polícia Federal, a Amprev teria omitido comparativos de risco de crédito no processo decisório e rejeitado propostas de instituições consolidadas, como o Santander Brasil, o BTG Pactual e o Banco Safra.

Ainda conforme a PF, Jocildo Lemos, ex-diretor-presidente da Amprev e um dos alvos da operação, tinha conhecimento de que a Caixa Econômica Federal havia recusado adquirir os mesmos ativos ofertados pelo Banco Master por considerá-los de alto risco. Mesmo assim, os aportes foram mantidos.

Vídeos registram confusão

O episódio ganhou contornos ainda mais graves quando a jornalista Lilian Monteiro, subsecretária de Comunicação do Governo do Amapá, interveio durante a entrevista. De acordo com o repórter, ela puxou o microfone, empurrou-o, tentou tomar seu celular e chegou a arranhá-lo. Ryan Araújo registrou Boletim de Ocorrência comunicando a agressão.

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