Alcolumbre chama CPMI do Banco Master de “palanque político” e diz que caso já é investigado
O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), classificou a proposta de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master como um “palanque político” e afirmou que o caso já está sendo apurado pelos órgãos competentes. A declaração foi feita durante sessão do Congresso Nacional, em resposta às críticas por ainda não ter realizado a leitura do requerimento que pede a instalação da comissão.
Segundo Alcolumbre, ele foi alvo de ataques de parlamentares de diferentes espectros políticos por sua decisão. “Passei quatro horas sendo agredido na sessão do Congresso Nacional, da direita para a esquerda. Por que eu não li um requerimento de CPMI do Banco Master?”, questionou.
O senador argumentou que a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça já conduzem investigações sobre o caso e que não cabe ao Congresso abrir uma nova frente de apuração enquanto os órgãos responsáveis trabalham para esclarecer os fatos. “Não sei quem é o culpado, se é o Banco Central do Brasil, se são as pessoas que fizeram errado ou se é a Comissão de Valores Mobiliários, mas está todo mundo investigando isso”, declarou.
Ao justificar sua posição, Alcolumbre afirmou que a CPMI está sendo defendida com objetivos políticos e eleitorais. “Querem abrir mais uma CPI para fazer palanque eleitoral”, disse. Em seguida, acrescentou que as pressões para que ele autorize a instalação da comissão têm como objetivo criar um novo espaço de disputa entre grupos políticos. “Estão cobrando do presidente Davi, agredindo, ofendendo e atacando para abrir mais um palanque eleitoral que não é para mim nem para o Brasil. Ou é para a direita ou é para a esquerda”, afirmou.
O presidente do Congresso também criticou o ambiente de polarização política em torno do tema e disse que os diferentes grupos envolvidos acabam se beneficiando mutuamente da controvérsia. “Esse negócio está se retroalimentando. Cada um fala para o outro porque está muito cômodo”, concluiu.
A declaração ocorre em meio à pressão de parlamentares que defendem a instalação da CPMI para investigar o Banco Master. Até o momento, Alcolumbre não sinalizou mudança de posição sobre a leitura do requerimento que permitiria o avanço da comissão.



