Sindesaúde cobra DaLua após novo atraso em pagamentos de servidores da Saúde de Macapá

O Sindicato dos Enfermeiros e Trabalhadores da Saúde do Amapá (Sindesaúde-AP) voltou a cobrar providências da Prefeitura de Macapá diante de novos atrasos no pagamento de verbas trabalhistas de servidores da rede municipal de saúde. Em pronunciamento divulgado nesta quarta-feira nas redes sociais, o presidente da entidade, Kliger Campos, e a vice-presidente, Alcilene Furtado, criticaram a gestão da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e cobraram uma resposta do prefeito interino Pedro DaLua.
De acordo com os dirigentes sindicais, a categoria foi informada durante uma reunião realizada na Secretaria Municipal de Saúde de que os pagamentos referentes ao adicional noturno e às horas extras não serão efetuados neste momento. A justificativa apresentada pela gestão seria uma mudança no sistema de gerenciamento da folha de pagamento.
Kliger Campos afirmou que a situação já se arrasta há mais de dois meses e tem causado prejuízos significativos aos trabalhadores.
“Esses salários com pendências financeiras estão afetando a saúde, a alimentação e a família desses trabalhadores”, declarou o presidente do Sindesaúde-AP.
O sindicalista também criticou a falta de planejamento da administração municipal e classificou como inaceitável o novo adiamento dos pagamentos. Segundo ele, problemas envolvendo horas extras, adicional noturno e o piso salarial da enfermagem vêm sendo registrados de forma recorrente desde o início da atual gestão.
A vice-presidente do sindicato, Alcilene Furtado, reforçou as críticas e afirmou que a categoria tem acumulado prejuízos sem receber respostas concretas da Secretaria de Saúde.
“Estamos há mais de dois meses com problemas nos salários desses trabalhadores. Hora extra, adicional noturno, piso salarial da enfermagem, e até o momento essa secretaria não tem dado uma resposta correta para os trabalhadores”, afirmou.
Segundo a dirigente, a situação causa indignação ainda maior porque, em reuniões anteriores, a própria gestão municipal teria sinalizado que os pagamentos seriam regularizados. O compromisso, entretanto, não teria sido cumprido.
O Sindesaúde-AP também destacou que servidores acompanharam uma reunião realizada no último dia 1º, quando representantes da Prefeitura teriam assumido o compromisso de efetuar os pagamentos pendentes. A promessa, segundo a entidade, não se concretizou.
Diante do novo impasse, o sindicato cobrou diretamente o prefeito interino Pedro DaLua e pediu uma solução urgente para o problema. A entidade argumenta que os trabalhadores da saúde não podem continuar sendo penalizados por falhas administrativas e exige a regularização imediata das verbas em atraso.
“Atenção prefeito Pedro DaLua! Tenha empatia com os trabalhadores da saúde. São dois meses já com os salários com pendências financeiras, e isso tá afetando a saúde, a alimentação e as famílias desses trabalhadores”, concluiu Alcilene.



