Ibama autoriza Petrobras a perfurar mais três poços na Foz do Amazonas, no Amapá

Novas perfurações serão realizadas no mesmo bloco onde a estatal encontrou petróleo em agosto e vão ajudar a avaliar o potencial comercial da descoberta
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou a Petrobras a perfurar mais três poços exploratórios na Bacia da Foz do Amazonas, em águas profundas do litoral do Amapá. A decisão representa um novo avanço nas pesquisas da estatal na Margem Equatorial brasileira.
A autorização foi assinada na quinta-feira (3) pelo presidente do Ibama e veio a público nesta sexta-feira (4). Os novos poços estão localizados no mesmo bloco onde a Petrobras anunciou, em agosto, uma descoberta de petróleo.
As novas perfurações terão caráter exploratório. Na prática, os trabalhos servirão para reunir informações sobre a extensão, o volume e as características da acumulação encontrada, permitindo à Petrobras avaliar se existe quantidade de óleo suficiente e condições técnicas e econômicas para uma eventual exploração comercial.
A autorização, portanto, não significa que a produção comercial de petróleo no litoral do Amapá esteja liberada. Antes de uma eventual etapa de produção, ainda serão necessários novos estudos, análises técnicas e procedimentos de licenciamento ambiental.
Exploração avançou em 2025
A Petrobras recebeu, em outubro de 2025, a licença ambiental para iniciar a perfuração de um poço exploratório na região da Margem Equatorial, após um longo processo de licenciamento junto ao Ibama. A área fica em águas profundas, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá.
Desde então, a exploração da Foz do Amazonas passou a ocupar posição ainda mais estratégica nos planos da Petrobras. A Margem Equatorial é apontada pelo setor de petróleo como uma das principais novas fronteiras exploratórias do país, ao mesmo tempo em que ambientalistas e pesquisadores alertam para a sensibilidade ambiental da região.
A descoberta anunciada pela estatal em agosto aumentou a expectativa em torno da existência de reservas comercialmente viáveis no litoral amapaense. Agora, a perfuração dos três novos poços deverá fornecer dados mais precisos para dimensionar a descoberta e indicar quais poderão ser os próximos passos da companhia na região.
Amapá no centro da nova fronteira petrolífera
O avanço da atividade exploratória também amplia o debate sobre os possíveis impactos econômicos para o Amapá. Caso as descobertas resultem futuramente em produção comercial, a atividade poderá gerar reflexos na cadeia de petróleo e gás, na prestação de serviços, na infraestrutura e na arrecadação de royalties.
Por enquanto, porém, o processo continua na fase de pesquisa. A existência de petróleo já identificada pela Petrobras precisa ser delimitada e avaliada antes que se possa afirmar se o campo terá viabilidade para produção em escala comercial.



