Cesta básica cai em agosto em Macapá, mas acumula alta de 7,91% no ano

Conjunto de alimentos custou R$ 702,68 na capital amapaense; feijão carioca acumula aumento de mais de 64% em 12 meses
O preço da cesta básica caiu 1,49% em Macapá em agosto, na comparação com julho, e passou a custar R$ 702,68, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta quinta-feira (10) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Apesar do recuo mensal, os alimentos continuam mais caros no acumulado do ano. Entre dezembro de 2025 e agosto de 2026, a cesta básica em Macapá registra alta de 7,91%. Na comparação com agosto do ano passado, o aumento chega a 4,49%.
Entre julho e agosto, oito dos 12 produtos que compõem a cesta pesquisada na capital amapaense tiveram redução de preço. As maiores quedas ocorreram no tomate, com -4,86%, no leite integral, -3,92%, e na manteiga, -3,14%. Também ficaram mais baratos a carne bovina de primeira (-1,12%), banana (-0,41%), café em pó (-0,39%), óleo de soja (-0,12%) e pão francês (-0,06%).
Na outra ponta, o açúcar cristal subiu 6,50%, maior alta do mês. A farinha de mandioca aumentou 2,21%, o arroz agulhinha, 1,44%, e o feijão carioca, 0,22%.
Feijão sobe mais de 64% em um ano
A pressão sobre o orçamento das famílias aparece com mais força quando a comparação é feita com agosto de 2025. O feijão carioca acumula alta de 64,06% em 12 meses, a maior entre os produtos pesquisados em Macapá. Em seguida aparecem a farinha de mandioca, com aumento de 21,89%, e o pão francês, com 6,20%.
Também ficaram mais caros em 12 meses a banana (4,48%), o óleo de soja (4,43%), o tomate (4,41%), a carne bovina de primeira (0,91%) e o café em pó (0,49%). Já açúcar cristal (-7,19%), manteiga (-7,14%), leite integral (-3,21%) e arroz agulhinha (-1,05%) tiveram redução.
No acumulado de 2026, o feijão também lidera as altas em Macapá, com 59,24%, seguido pelo tomate, com 27,53%, e pela farinha de mandioca, com 15,27%. Apenas óleo de soja (-15,64%), açúcar cristal (-9,36%) e café em pó (-2,75%) ficaram mais baratos desde dezembro.
Quase metade do salário mínimo líquido
Para comprar apenas os itens da cesta básica, um trabalhador de Macapá remunerado com o salário mínimo de R$ 1.621 precisou trabalhar 95 horas e 22 minutos em agosto. Em julho, eram necessárias 96 horas e 49 minutos.
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, a cesta consumiu 46,86% da renda do trabalhador macapaense. Em julho, esse comprometimento era de 47,57%, e, em agosto de 2025, de 47,89%.
No cenário nacional, o custo da cesta caiu em 25 das 27 capitais pesquisadas entre julho e agosto. Macapá apareceu com valor inferior ao de Belém, onde a cesta custou R$ 709,12, mas acima de capitais como Boa Vista, Manaus, Porto Velho e Rio Branco.



