Educação

Professores da rede estadual denunciam atraso no pagamento do terço de férias

Mais de 300 professores efetivos da rede estadual de ensino do Amapá denunciam que não receberam o pagamento do terço de férias, direito assegurado por lei. A situação provocou forte mobilização nas redes sociais, onde educadores cobram uma posição oficial do governador e da Secretaria de Estado da Educação (Seed).

O problema atinge, principalmente, professores da primeira convocação do concurso da Educação, que já possuem direito integral ao benefício. Para a categoria, o não pagamento indica falha na folha salarial e expõe fragilidades na gestão administrativa.

Um dos representantes Comissão dos Novos Servidores Efetivos que preferiu não se identificar afirmou que, até o momento, não houve qualquer pronunciamento oficial por parte do governo. Segundo ele, a única resposta recebida partiu de atendimentos realizados no Super Fácil da Educação, que funciona na Seed.

“Que fique claro que não recebemos nenhum pronunciamento oficial. A resposta foi dada no próprio Super Fácil da Educação, na Seed. Eles informaram que estão mobilizados para buscar uma alternativa, mas, a princípio, o pagamento das férias de quem não recebeu seria feito junto com o pagamento de janeiro”, explicou.

De acordo com ele, essa possibilidade é considerada extremamente prejudicial para os professores. “Isso é terrível pra gente, porque gera novos encargos, com descontos em dobro, reduzindo o valor final do benefício”, destacou.

Outro agravante apontado pelo representante é o impacto financeiro para professores que estão fora do estado durante o período de férias. “Tem centenas de professores que dependem desse valor para conseguir retornar ao Amapá e se apresentar no início do ano letivo”, afirmou.

Ainda conforme o professor, há um documento assinado por mais de 300 professores relatando o problema, embora o número de prejudicados seja maior, já que nem todos assinaram o documento.

A Seed informou informalmente que avalia a possibilidade de uma folha suplementar, mas, até o momento, não há confirmação nem prazo definido. Enquanto aguardam uma solução concreta, os professores seguem mobilizados e atentos, cobrando transparência e uma resposta imediata do Governo do Amapá.

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