Ataques misóginos e difamatórios contra Rayssa Furlan se intensificam após saída de cargo
Desde a noite desta terça-feira (3), a primeira-dama de Macapá, Rayssa Furlan, tem sido alvo de uma série de ataques virtuais promovidos por páginas, sites e blogs alinhados ao grupo político que comanda o Governo do Amapá. As publicações têm caráter difamatório, com insinuações pessoais, montagens e tentativas de desqualificação moral, direcionadas exclusivamente à figura da primeira-dama.
Os ataques tiveram início após a circulação de um vídeo gravado durante uma celebração religiosa, da qual Rayssa participou ao lado do marido, o prefeito de Macapá, Dr. Furlan. Nas imagens, um pastor impõe a mão sobre a cabeça de Rayssa durante uma oração; no momento, ela aparenta afastar a mão do religioso. A cena, isolada de qualquer contexto, passou a ser explorada de forma distorcida por perfis e portais, que republicaram o vídeo com mensagens ofensivas e questionamentos à fé da primeira-dama.
Além da republicação do conteúdo, os ataques avançaram para montagens e imagens manipuladas, comm uso de Inteligência Artificial, com o objetivo de ridicularizar Rayssa Furlan. Em diversas postagens, os autores chegam a impor padrões de comportamento e conduta que ela “deveria” adotar, desconsiderando o fato de se tratar de uma mulher adulta, plenamente capaz de decidir como se portar em qualquer ambiente, inclusive religioso.
O tom das publicações tem sido apontado como misógino e persecutório, uma vez que transforma um gesto pessoal em instrumento de ataque político, expondo Rayssa a julgamentos morais que não são aplicados da mesma forma a figuras masculinas da vida pública.
Chama atenção o fato de que os ataques começaram logo após Rayssa Furlan solicitar sua descompatibilização do cargo de secretária municipal, movimento que ampliou as especulações sobre sua entrada oficial na disputa eleitoral de 2026. Nos bastidores políticos, cresce a percepção de que Rayssa deve concorrer ao cargo de senadora pelo Amapá.
Atualmente, Rayssa Furlan aparece liderando todas as pesquisas de intenção de voto divulgadas, superando nomes tradicionais e já consolidados da política amapaense. O cenário reforça a leitura de que os ataques não são episódios isolados, mas parte de uma estratégia de desgaste político antecipado, diante da possibilidade real de sua candidatura.



