Política

Clécio também enfrentou denúncias na previdência quando era prefeito

O governador do Amapá, Clécio Luís, voltou a ter sua gestão associada a questionamentos sobre a administração de recursos previdenciários após a revelação de que o Governo do Estado aplicou cerca de R$ 400 milhões no Banco Master, instituição envolvida em um escândalo financeiro que colocou em risco a saúde da previdência estadual. Internautas resgataram denúncias semelhantes feitas contra Clécio quando ele era prefeito de Macapá, envolvendo a Fundação Macapá Previdência (MacapáPrev).

À época, vereadores de oposição denunciaram que a conta da MacapáPrev estaria zerada e que investimentos considerados equivocados no mercado financeiro teriam provocado prejuízos à previdência municipal. Havia ainda suspeitas dos parlamentares de que recursos do fundo previdenciário teriam sido utilizados para garantir o pagamento de servidores da prefeitura, em meio a dificuldades financeiras enfrentadas pelo município.

Em resposta às acusações, Clécio afirmou, na ocasião, que herdou uma dívida de aproximadamente R$ 87 milhões e que precisou renegociar compromissos para manter as contas em dia. O então prefeito também explicou que parte dos recursos da MacapáPrev havia sido investida no banco BTG Pactual, mas que, diante do envolvimento do controlador da instituição em investigações da Operação Lava Jato e da queda no rendimento, os valores teriam sido retirados e posteriormente aplicados no BRS.

Além dessas denúncias, outro episódio ganhou repercussão na Câmara Municipal de Macapá. Em dezembro de 2015, o então vereador Washington Picanço (PSB) utilizou a tribuna para questionar um contrato firmado entre a Fundação Macapá Previdência e uma empresa de consultoria. Segundo o parlamentar, a empresa teria sido contratada sem processo licitatório para gerenciar investimentos que somavam cerca de R$ 84 milhões. O ponto que mais chamou atenção, de acordo com Picanço, foi o valor do contrato: apenas R$ 600 mensais para a prestação do serviço.

Na época, o vereador pediu apoio dos demais parlamentares para aprofundar a apuração do caso, classificando o contrato como “obscuro” e levantando dúvidas sobre a legalidade e a razoabilidade da contratação.

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