Saúde

Morte de jornalista expõe descaso da saúde pública no HCAL

A morte do jornalista Erlan Bastos, aos 32 anos, trouxe à tona denúncias graves sobre falhas no atendimento da saúde pública em Macapá, especialmente no Hospital de Clínicas Alberto Lima (HCAL). O caso ganhou repercussão nacional após um relato contundente do jornalista Luiz Bacci, que descreveu os últimos dias de vida do amigo e apontou a precariedade do sistema de saúde enfrentado por ele no Amapá.

Segundo Bacci, Erlan procurou ajuda médica após fortes dores abdominais e suspeita de câncer no intestino. Internado no HCAL, o jornalista relatou dificuldades para realizar exames básicos, como a colonoscopia, além da ausência de acompanhamento especializado. Em mensagens enviadas a amigos, ele chegou a afirmar que nenhum oncologista havia conversado com ele durante o período de internação, mesmo com o agravamento do quadro clínico.

O relato expõe um cenário alarmante: escassez de profissionais, demora na realização de exames considerados simples e sobrecarga do sistema público. De acordo com Bacci, apenas três médicos realizavam o exame necessário em todo o estado, sendo que um estava afastado por acidente, outro de férias e o terceiro sobrecarregado. A situação teria contribuído para o atraso no diagnóstico e no início do tratamento adequado.

Diante da falta de respostas efetivas, Erlan decidiu deixar Macapá e seguir para Teresina, onde buscou apoio da família. No entanto, a doença já estava em estágio avançado e ele não resistiu. A morte do jornalista gerou comoção entre colegas de profissão e reacendeu o debate sobre a responsabilidade do poder público na garantia de atendimento digno e eficiente à população.

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