Famílias atingidas por incêndio na Baixada do Ambrósio cobram apoio e ainda enfrentam consequências da tragédia
Moradores relatam dificuldades para reconstruir casas e repor bens perdidos; incêndio ocorreu em 24 de agosto e atingiu dezenas de famílias na área portuária de Santana
Quase duas semanas após o incêndio de grandes proporções que atingiu a Baixada do Ambrósio, na área portuária de Santana, famílias que vivem na comunidade afirmam que ainda sofrem as consequências da tragédia e cobram maior agilidade do poder público na assistência aos moradores atingidos.
O incêndio ocorreu na manhã do dia 24 de agosto e se espalhou rapidamente entre as residências de madeira da comunidade. Levantamentos divulgados após a ocorrência apontaram que cerca de 20 a 25 casas foram destruídas ou atingidas pelas chamas. Cerca de 100 bombeiros e 18 viaturas participaram da operação de combate ao fogo e do trabalho de rescaldo. Não houve registro de mortes.
Entre as moradoras que dizem ainda enfrentar dificuldades está Maria do Rosário. Ela relata uma situação de extrema vulnerabilidade e afirma que quatro crianças de sua família estão vivendo em condições precárias desde o incêndio.
Segundo Maria, a família precisa de materiais para recuperar a residência, além de itens básicos perdidos ou danificados durante a tragédia.
“Estamos nos sentindo esquecidos aqui, no lugar onde aconteceu o incêndio. Nossa casa foi arrombada e precisamos de madeira para ajeitar a casinha da minha filha. Na correria, dois ventiladores caíram e quebraram. O fogão também foi danificado”, contou.
A moradora afirma que a situação é ainda mais preocupante por causa das crianças. Segundo ela, parte da família está dormindo de maneira improvisada no pátio da residência, enfrentando calor e exposição durante a noite.
“Estamos dormindo no pátio da casa. É muito calor e ainda tem o risco de aparecer algum bicho. São quatro crianças que estão precisando. Eu peço principalmente por elas, pelos inocentes que estão precisando de ajuda”, afirmou Maria do Rosário.
Para Maria do Rosário, a prioridade agora é conseguir condições mínimas para que as crianças possam voltar a dormir com segurança e para que a família comece a reconstruir aquilo que perdeu.
“Não estou pedindo por nós, adultos. Estou pedindo pelas crianças. Quem puder nos ajudar com madeira, ventiladores, fogão ou qualquer outra coisa vai fazer muita diferença para a nossa família”, afirmou.



