Delegado da DRACO diz que investigação sobre facções não envolve Dr. Furlan e contesta uso de imagem
Estéfano Santos afirma que entrevista técnica sobre crime organizado foi utilizada fora de contexto e informou ter solicitado retirada dos conteúdos e retratação dos responsáveis
O delegado Estéfano Santos, titular da Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) da Polícia Civil do Amapá, veio a público neste sábado (12) para esclarecer que, segundo ele, a investigação conduzida no âmbito do combate às facções criminosas não possui envolvimento do candidato ao Governo do Amapá Dr. Furlan (PSD).
A manifestação ocorreu após a circulação de vídeos e reportagens nas redes sociais que associaram imagens e trechos de declarações do delegado a conteúdos envolvendo o candidato.
Estéfano afirma que sua participação original ocorreu em uma entrevista de caráter técnico sobre o combate às organizações criminosas, tráfico de drogas e atuação de facções. Segundo o delegado, trechos dessa entrevista teriam sido posteriormente inseridos em outro contexto, criando uma associação que, conforme sustenta, não corresponde ao conteúdo das informações que prestou.
A função exercida por Estéfano está diretamente relacionada ao enfrentamento ao crime organizado no estado. O próprio portal oficial da Polícia Civil identifica o delegado como titular da DRACO, unidade especializada responsável por investigações contra organizações criminosas no Amapá.
Pedido de retirada dos conteúdos
Diante da repercussão, o delegado informou que solicitou a remoção dos conteúdos que, segundo ele, utilizaram sua imagem e suas declarações de maneira descontextualizada, além de uma retratação pública por parte das instituições e portais responsáveis pelas publicações.
A manifestação ocorre após reportagem exibida pela Record e repercutida por veículos locais relacionar uma investigação sobre a atuação de integrantes de organização criminosa nas eleições municipais de Macapá em 2024 à campanha que reelegeu Furlan prefeito da capital.
Com o esclarecimento deste sábado, Estéfano contesta especificamente a utilização de sua imagem e de suas declarações como elemento que pudesse sugerir participação ou envolvimento de Dr. Furlan nas investigações sobre facções criminosas.
Até o momento, a manifestação divulgada pelo delegado representa sua versão sobre o contexto em que a entrevista foi concedida e sobre a forma como os trechos foram posteriormente utilizados.



