Petrobras prevê US$ 2,5 bilhões para perfurar 15 poços na Margem Equatorial até 2030

Investimentos representam 37,5% de todo o recurso previsto pela estatal para exploração no período; três novos poços na costa do Amapá ainda dependem de licenciamento ambiental
A Petrobras pretende investir US$ 2,5 bilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 12,85 bilhões, na perfuração de 15 poços na Margem Equatorial até 2030. A informação consta no Plano de Negócios 2026-2030 da companhia e foi divulgada nesta segunda-feira (24) pelo g1 Amapá.
O volume destinado à região corresponde a 37,5% de todo o investimento previsto pela Petrobras para atividades de exploração no período, reforçando o peso da Margem Equatorial na estratégia da estatal para ampliar suas reservas de petróleo e gás.
Parte dessa expansão está diretamente ligada ao Amapá. A Petrobras já protocolou junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pedidos de licença ambiental para a perfuração de três novos poços na costa amapaense. A informação foi confirmada pela diretora da companhia, Clarice Copetti, durante visita a Oiapoque.
Licenciamento ainda está em análise
Apesar dos investimentos previstos, a abertura dos novos poços depende da conclusão do processo de licenciamento ambiental. Segundo a reportagem, o Ibama analisa informações complementares entregues pela Petrobras no último dia 14 de agosto.
Entre os documentos estão ajustes nos planos de proteção à fauna marinha, medidas para resposta a emergências e estudos relacionados aos impactos cumulativos da atividade petrolífera. A autorização somente poderá ser concedida após a validação das informações pelo órgão ambiental.
A exploração na região também é acompanhada por organizações ambientais, que apontam riscos para áreas sensíveis, entre elas o sistema de recifes amazônicos e a extensa faixa de manguezais do litoral do Amapá. Também há preocupação com possíveis reflexos sobre a pesca artesanal e comunidades tradicionais.
Nova fronteira do petróleo
Considerada uma das principais apostas da Petrobras para o futuro da produção nacional, a Margem Equatorial se estende por cerca de 2,2 mil quilômetros, do Amapá ao Rio Grande do Norte.
A região reúne as bacias da Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar e é vista como estratégica para a reposição das reservas brasileiras diante da perspectiva de redução da produção do pré-sal nos próximos anos.



