Amapá tem a menor extensão de área urbanizada entre os estados brasileiros
Estado tinha uma das menores manchas urbanas do Brasil; estudo do IBGE utiliza imagens de satélite para acompanhar a expansão das cidades
O Amapá aparece entre os estados com menor extensão de áreas urbanizadas do Brasil, segundo dados do levantamento Áreas Urbanizadas do Brasil, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A nova edição do estudo, divulgada nesta terça-feira (18), atualiza o mapeamento para 2022 e permite acompanhar as transformações ocorridas desde 2019.
Na base anterior, referente a 2019, o Amapá possuía 151,22 quilômetros quadrados (km²) de áreas urbanizadas, a menor extensão absoluta entre as unidades da Federação. O número representava apenas cerca de 0,11% dos mais de 142 mil km² do território amapaense.
Dos 151,22 km² identificados pelo IBGE naquele levantamento, 106,01 km² eram classificados como áreas densamente urbanizadas, caracterizadas pela forte concentração de edificações. Outros 45,21 km² eram áreas pouco densas, onde as construções aparecem mais espaçadas.
O levantamento identificava ainda 5,12 km² de loteamentos vazios no Amapá, espaços com arruamento definido, mas ainda sem quantidade suficiente de edificações para serem classificados como áreas efetivamente urbanizadas. Somando essa categoria, o total mapeado chegava a 156,34 km².
Brasil ganhou quase 6 mil km² de área urbana
A nova pesquisa do IBGE mostra que a área urbana brasileira cresceu 12,27% entre 2019 e 2022. Em apenas três anos, foram incorporados 5.954,99 km² à extensão urbana do país, área superior ao tamanho territorial do Distrito Federal.
Em 2022, o Brasil alcançou 53.925 km² de superfície urbana, equivalente a aproximadamente 0,6% do território nacional.
O estudo considera não apenas áreas ocupadas por residências, comércio e indústrias. Também são identificados equipamentos urbanos, como aeroportos, portos, cemitérios e estações de tratamento; vazios intraurbanos, como parques e lagoas; e loteamentos ainda sem ocupação significativa.
O levantamento é realizado a partir da interpretação de imagens de satélite. Por causa da metodologia utilizada, o IBGE ressalta que a comparação da edição de 2022 é feita diretamente com 2019.
Amapá está inserido em região de urbanização mais dispersa
Os números também evidenciam as diferenças na ocupação do território brasileiro. A Amazônia Legal, da qual o Amapá faz parte, concentra 59,11% do território nacional, mas reúne somente 14,27% da extensão urbanizada do Brasil.
Segundo o IBGE, a ocupação urbana brasileira permanece fortemente concentrada no litoral e ao longo dos principais eixos rodoviários, enquanto na faixa de fronteira e em grande parte do interior da Amazônia a urbanização é mais dispersa.
Essa característica ajuda a explicar a baixa proporção de superfície urbanizada em estados amazônicos, que possuem territórios extensos, grandes áreas de floresta e forte concentração populacional nas capitais e em determinados centros regionais.
O objetivo do levantamento, segundo o IBGE, é acompanhar a evolução das formas urbanas e fornecer informações capazes de auxiliar o planejamento de políticas públicas em áreas como habitação, mobilidade, ordenamento territorial e sustentabilidade.
No cenário nacional, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia concentram juntos 50,35% de toda a área urbanizada do país. Já o Distrito Federal possui proporcionalmente a maior superfície urbanizada, com 11,5% de seu território.



